"Chega a hora do passarinho voar.
Enfrentar o medo e pular da árvore, do galho onde há o ninho onde cresceu.
Muitos caminhos se abrem para quem salta deste galho e faz da queda um vôo sublime em direção ao céu azul.
Não tenha receio.
A queda não existe para quem confia em Deus.
Siga amando a Vida, as coisas, as pessoas.
O vôo terá pousos somente em árvores de bons frutos.
E quando estiver triste, cante passarinho, cante!
Abra suas asas e vôe!
Para o alto, para o céu, para frente!"
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
sábado, 28 de novembro de 2009
"Recomeço é o fim do fim" *
Vem se aproximando minha formatura. Ou seja, o fim da faculdade. O salto (ou a longa espera) para entrar no tão falado ( e temido) mercado de trabalho. A hora de virar "gente grande".
Quanta coisa a gente passa em apenas quatro anos... Como a gente se transforma, quantas pessoas aparecem na nossa vida, como o nosso mundinho vira um mundão!
Nesse clima de despedida e preparação para o novo, reproduzo aqui uma carta que escrevi para minha irmã, no início deste ano, pelas suas 18 primaveras e sua passagem no vestibular:
Sábios conselhos de uma irmã que ama muito sua outra
Fazer 18 anos é como nascer de novo, só que já sabendo.
Fazer 18 é pôr em prática tudo o que já aprendeu, para aprender mais ainda.
É ter mais responsabilidades, mas também mais possibilidades...
É o momento de juntar e selecionar valores, e fortalecê-los.
É momento de descoberta interior, de somar experiências e trocar ideias, seja a dois, a três, ou mesmo sozinho.
É crescer e aparecer no mundo, é pôr a boca no trombone!
É experimentar, provar dos sabores e cheiros da beleza de tudo que estiver ao alcance nesse mundo.
É superar fraquezas, escoar angústias, derreter medos, ultrapassar limites, até encontrar o lugar, até se encontrar.
E sabe o que é mais legal?
Esse momento não acaba. Porque tudo isso é VIVER!
Agora, entrar na faculdade é...tudo isso e muito mais!
Um mundo novo se abre a nossa volta. Você descobre que tudo o que aprendeu e sabe não é nem metade do que ainda vai saber, e que algumas coisas que achava que sabia, bem...não sabia tanto.
Então se joga! Mergulhe neste mundo! Aproveite cada segundo!
Não precisa acertar tudo, ou agradar a todos. Apenas aprenda com os erros. Apenas seja você.
Também não precisa ter resposta pra tudo. Pergunte, sempre!
Faça dos professores seus amigos também. Eles são como nossos pais: quase sempre têm mesmo razão! Afinal, já viveram o que vivemos, sabem o que vem depois...
Que você faça amigos para a vida toda. Que tenha parceiros de estudo que pensem parecido com você e que sejam amigos também. Que venham amores , para adoçar a vida!
E não importa o que houver, mesmo não seguindo nem metade destes conselhos, nós vamos estar sempre aqui e sempre do seu lado, porque nós te amamos!
Abraços doces,
beijos apertados,
beliscão na bochecha,
Bárbara.
*título: trecho da música É o fim do fim, de Kadu Vianna. A música não fala exatamente de formatura ou aniversário, mas vale a pena ouvir =D
Quanta coisa a gente passa em apenas quatro anos... Como a gente se transforma, quantas pessoas aparecem na nossa vida, como o nosso mundinho vira um mundão!
Nesse clima de despedida e preparação para o novo, reproduzo aqui uma carta que escrevi para minha irmã, no início deste ano, pelas suas 18 primaveras e sua passagem no vestibular:
Sábios conselhos de uma irmã que ama muito sua outra
Fazer 18 anos é como nascer de novo, só que já sabendo.
Fazer 18 é pôr em prática tudo o que já aprendeu, para aprender mais ainda.
É ter mais responsabilidades, mas também mais possibilidades...
É o momento de juntar e selecionar valores, e fortalecê-los.
É momento de descoberta interior, de somar experiências e trocar ideias, seja a dois, a três, ou mesmo sozinho.
É crescer e aparecer no mundo, é pôr a boca no trombone!
É experimentar, provar dos sabores e cheiros da beleza de tudo que estiver ao alcance nesse mundo.
É superar fraquezas, escoar angústias, derreter medos, ultrapassar limites, até encontrar o lugar, até se encontrar.
E sabe o que é mais legal?
Esse momento não acaba. Porque tudo isso é VIVER!
Agora, entrar na faculdade é...tudo isso e muito mais!
Um mundo novo se abre a nossa volta. Você descobre que tudo o que aprendeu e sabe não é nem metade do que ainda vai saber, e que algumas coisas que achava que sabia, bem...não sabia tanto.
Então se joga! Mergulhe neste mundo! Aproveite cada segundo!
Não precisa acertar tudo, ou agradar a todos. Apenas aprenda com os erros. Apenas seja você.
Também não precisa ter resposta pra tudo. Pergunte, sempre!
Faça dos professores seus amigos também. Eles são como nossos pais: quase sempre têm mesmo razão! Afinal, já viveram o que vivemos, sabem o que vem depois...
Que você faça amigos para a vida toda. Que tenha parceiros de estudo que pensem parecido com você e que sejam amigos também. Que venham amores , para adoçar a vida!
E não importa o que houver, mesmo não seguindo nem metade destes conselhos, nós vamos estar sempre aqui e sempre do seu lado, porque nós te amamos!
Abraços doces,
beijos apertados,
beliscão na bochecha,
Bárbara.
*título: trecho da música É o fim do fim, de Kadu Vianna. A música não fala exatamente de formatura ou aniversário, mas vale a pena ouvir =D
sábado, 14 de novembro de 2009
despedindo
Troco minha dor por um sorriso
troco uma mágoa por um picolé
não sei mais o que fazer com isso
que me tira o sono me enfraquece a fé
Ofereço minha angústia a quem realmente tiver motivo
Dôo minha melancolia aos poetas
ou aos que buscam coisa parecida
na virada de copos pelos bares da vida
Deixo minha tristeza nessas palavras, neste papel
e largo neste banco de praça
Que ninguém o repare e sente em cima
que caia no chão ou seja comido pelas traças
troco uma mágoa por um picolé
não sei mais o que fazer com isso
que me tira o sono me enfraquece a fé
Ofereço minha angústia a quem realmente tiver motivo
Dôo minha melancolia aos poetas
ou aos que buscam coisa parecida
na virada de copos pelos bares da vida
Deixo minha tristeza nessas palavras, neste papel
e largo neste banco de praça
Que ninguém o repare e sente em cima
que caia no chão ou seja comido pelas traças
terça-feira, 6 de outubro de 2009
espera
Saí correndo de casa pra não chegar atrasada na consulta homeopática.
Quando finalmente alcancei o balcão do consultório, quase sem ar, a secretária me avisa que o médico atrasou e tinha mais duas pessoas na minha frente.
Aproveitei pra respirar (ufa) e sentei na sala de espera.
Depois de provar cada um dos sabores artificiais das balas de uma cestinha na mesa de centro (incrível, todas têm o mesmo gosto) e folhear várias páginas de revistas velhas com centenas de marcas de dedos (de pessoas que, como eu, saíram de casa correndo para não se atrasarem para a consulta e se esqueceram de pôr na bolsa aquele bom livro que estavam lendo ou aquele xerox da prova ), fui chamada.
Entrei na sala, cumprimentei o médico e tentei me concentrar no que tinha que falar para ele, nos motivos que me levaram até lá.
As duas primeiras frases saíram como o "combinado".
Mas logo em seguida veio a pergunta, em um tom calmo e tranquilo (que eu cheguei a invejar):
"-mais alguma coisa que você gostaria de falar?"
Enfim, descarreguei e recarreguei. Sensacional.
No final da consulta quis dar um abração no médico, mas me contive e só agradeci muito,como uma pessoa normal.
Antes de sair, respirei fundo e me preparei para enfrentar o mundo lá fora, de rosto inchado e tudo mais. E daí se as outras pessoas na sala de espera me olhassem esquisito?Quem nunca se debulhou em lágrimas na terapia ou coisa parecida que atire o primeiro lenço. Mas o que eu não esperava era que iria ter de aturar esses olhares por mais tempo do que pretendia: lá fora o céu estava desabando de chover...(parecia até que São Pedro tinha acabado de ter uma catarse também)
e eu sem sombrinha.
O que fazer?
Esperei.
"-mais alguma coisa que você gostaria de falar?"
Aí as comportas se abriram e em segundos minha cara ficou molhada, o nariz entupido , os olhos vermelhos.....chorei. Muito, incontrolavelmente.
Tentei inutilmente conter meu "dilúvio lagrimal" .O médico me estendeu um lençinho. Achei aquilo tão singelo que me emocionei e chorei mais ainda.
Que coisa!Por que é tão difícil falar dos nossos problemas sem chorar tanto? Será que é auto-piedade? Que nada. Acho que é porque nós guardamos muito os nossos e acostumamos a falar dos problemas dos outros...
Tentei inutilmente conter meu "dilúvio lagrimal" .O médico me estendeu um lençinho. Achei aquilo tão singelo que me emocionei e chorei mais ainda.
Que coisa!Por que é tão difícil falar dos nossos problemas sem chorar tanto? Será que é auto-piedade? Que nada. Acho que é porque nós guardamos muito os nossos e acostumamos a falar dos problemas dos outros...
Enfim, descarreguei e recarreguei. Sensacional.
No final da consulta quis dar um abração no médico, mas me contive e só agradeci muito,como uma pessoa normal.
Antes de sair, respirei fundo e me preparei para enfrentar o mundo lá fora, de rosto inchado e tudo mais. E daí se as outras pessoas na sala de espera me olhassem esquisito?Quem nunca se debulhou em lágrimas na terapia ou coisa parecida que atire o primeiro lenço. Mas o que eu não esperava era que iria ter de aturar esses olhares por mais tempo do que pretendia: lá fora o céu estava desabando de chover...(parecia até que São Pedro tinha acabado de ter uma catarse também)
e eu sem sombrinha.
O que fazer?
Esperei.
domingo, 20 de setembro de 2009
...
hoje eu descobri que tudo bem eu não conseguir fazer algumas coisas como cozinhar, concentrar 100% na minha monografia, dar estrela esticando as pernas...
porque eu sei fazer outras bem legais como dar cambalhota debaixo d'água, assoviar e escrever poesias
e também, o importante não é a gente conseguir fazer, e sim se esforçar para conseguir.
abraços apertados!
porque eu sei fazer outras bem legais como dar cambalhota debaixo d'água, assoviar e escrever poesias
e também, o importante não é a gente conseguir fazer, e sim se esforçar para conseguir.
abraços apertados!
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Há coisas na vida...
...que são como as sopas de legumes. Não são muito saborosas, mas aquecem e fazem bem.
Se achou
Abriu mão
Abriu espaço
Abriu os braços
deixou a fantasia escorrer pelo ralo
Trocou de shampoo
Limpou os óculos
-Ah, bem melhor agora!
(Engraçado...
me sinto mais alto
do que quando usava salto...)
-Uma dose de coragem com gelo e limão, por favor!
(E seja o que Deus quiser...)
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